Bisfenol pode causar alterações comportamentais em crianças

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De acordo com estudo realizado nos EUA, concentrações altas de BPA em mulheres grávidas podem alterar comportamento de crianças após o nascimento

Estudo realizado em Cincinnati, no Estado de Ohio, nos EUA, mostra que meninas podem ter seu comportamento alterado devido à alta exposição  ao bisfenol-A (BPA) na época em que elas estavam na barriga de suas mães. A substância é utilizada em produtos plásticos transparentes e terá sua comercialização proibida em mamadeiras a partir de 2012, no Brasil.

A pesquisa, realizada por John Braun, da Escola de Saúde Pública de Harvard, em Boston, não prova que as mães com níveis maiores de BPA no organismo estão contaminando seus filhos. 224 mulheres grávidas tiveram amostras de urina coletadas antes de darem à luz e imediatamente após o parto. Depois, os níveis de bisfenol foram sendo medidos nas crianças a cada ano, num relatório que também aferia problemas de comportamento como depressão, agressividade ou hiperatividade das pequenas.

A grande maioria das mulheres que participou da pesquisa tinha uma concentração média de dois microgramas por litro de bisfenol-A na urina. As filhas de mulheres que tinham um nível cerca de dez vezes maior apresentaram significantes alterações comportamentais em testes de ansiedade e depressão, além de terem pior controle emocional.

Outro estudo publicado pela agência Fapesp mostrou que mesmo em doses baixas o bisfenol A pode desregular hormônios tireoidianos.

Contraponto

Outros grupos de cientistas afirmam que não é possível fazer uma relação tão direta com nível de BPA nas mães e comportamento das crianças porque a alimentação de mulheres que ingerem enlatados e comidas prontas (que contêm embalagens com BPA) é mais pobre em nutrientes, o que pode prejudicar o desenvolvimento normal dos bebês. No entanto, Braun afirma que há algumas evidências que sugerem que a exposição a certas substâncias enquanto o ser ainda está no útero pode ter influência no comportamento futuro, pois o cérebro começa a se desenvolver desde muito cedo e um rompimento no processo pode causar efeitos que estarão presentes na infância e na vida.

A pesquisa só foi realizada com bebês e crianças do sexo feminino porque o BPA interfere apenas em certos tipos de hormônios. Segundo o site Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia do Estado de São Paulo (SBEM-SP), “o componente tem similaridade com o hormônio feminino e da tireóide. Ao entrar em contato com o organismo humano, principalmente durante a vida intrauterina, pode romper o sistema endócrino por interação com os receptores desses hormônios, trazendo danos irreversíveis à saúde da população”. Além desse fator, na época da gravidez, os níveis a que meninos e meninas são expostos são diferentes.

Cliquei aqui e tenha mais detalhes sobre o BPA.

Com agências de notícias


 

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